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Salkantay e Lares guardam tesouros da humanidade

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Além da exuberância natural andina, a história, os rituais e o modo de vida inca são importantes riquezas culturais preservadas graças à parceria que a Mountain Lodges of Peru mantém com as comunidades locais. Saiba como esse inovador modelo de turismo de aventura sustentável torna essa viagem ainda mais especial.

Antigas comunidades andinas preservam, ainda hoje, cultura e hábitos que remontam à civilização inca, que habitou um império próspero no Peru, em especial na região da Cordilheira dos Andes, até meados do século 16. Entre esses povos, a comunicação, nos dias de hoje, continua a ser feita na língua nativa, o quéchua; a terra ainda é cultivada de modo orgânico; os tecidos são confeccionados a mão, utilizando corantes extraídos da coleta de sementes e de plantas da região. Eles são os guardiões da riqueza cultural inca e da natureza, importantes patrimônios para a história da humanidade e para o meio ambiente.
Mas se observarmos apenas superficialmente o dia a dia dessas comunidades, podemos até acreditar que elas estão paradas no tempo. O curioso é que são justamente essas pessoas – aparentemente consideradas atrasadas, porque não seguem o modo de vida que nós repetimos há anos, influenciados pelo modelo capitalista – que estão vivendo uma experiência inovadora que pode não ser “a” solução ou a única saída, mas não deixa de ser um exemplo de que é possível criar negócios sobre bases mais justas e sustentáveis. E não é exagero creditar parte dessa experiência à iniciativa do Mountain Lodges of Peru (MLP), que decidiu promover o turismo responsável e ambientalmente consciente, incialmente em Salkantay e, desde 2015, em Lares, região que fica entre Cusco e Machu Picchu, no Peru.

 

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O que diferencia o turismo de aventura do MLP é a maneira como o negócio foi planejado e tem sido executado, levando em conta (e valorizando) a cultura de cada comunidade e o meio ambiente. “Ao contrário do que muita gente imagina, nem todos os lugares dos Andes são iguais. Ao longo da época da colonização, tivemos zonas que foram mais ou menos exploradas. Obviamente, as menos colonizadas são as que preservaram a cultura inca. Por isso, quando decidimos criar a trilha de Salkantay, nossa preocupação foi oferecer desenvolvimento para as comunidades respeitando seu modo de vida e suas tradições”, conta Enrique Umbert O., gerente geral do MLP. “As pessoas dessa área eram pequenos proprietários de terras para os quais, por causa disso, não fazia mais sentido formarem comunidades. Eles viviam como vizinhos que trocavam informações e tentavam se ajudar. Então, antes de comprar parte da terra de cada um dos seus donos para fazer o lodge, mostramos como a iniciativa poderia beneficiar os moradores e explicamos que, para que o empreendimento obtivesse sucesso, eles seriam nossos sócios por meio de uma joint venture. Porque a região não tinha apenas o valor tangível – que é a localização próxima aos sítios arqueológicos e a terra –, mas havia ali a riqueza intangível, que é formada pela história e pela cultura daquelas pessoas. Explicamos que nossa ideia era justamente torná-los nossos parceiros, cuidando da conservação desses tesouros.”
Já o modelo criado para Lares foi outro. “Ali, havia comunidades bem estabelecidas, com presidente e realização de assembleias. Então, nossa joint venture foi criada com as três comunidades, que reúnem entre 300 e 500 pessoas cada. Temos parte de terras que não eram produtivas arrendadas por tempo indeterminado, que é onde estão os lodges. O MLP detém 75% da sociedade e as comunidades 25%”, explica Enrique. “Posso dizer que essa não é uma experiência simples. As relações são muito dinâmicas, porque há eleições a cada dois anos ou um. E, toda vez que há mudança de representantes, precisamos rever nossa parceria.” Em ambos os casos, o que fez com que a sociedade se concretizasse foi a visão de que o turismo de aventura sustentável traria benefícios reais e imediatos aos habitantes de Salkantay e Lares.

 

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“Não podíamos esperar que as pessoas que estavam lá, lutando no dia a dia pela sobrevivência, enxergassem um negócio com uma projeção em longo prazo. Então, mostramos os benefícios que teriam no curto prazo: capacitação de mão de obra especializada, aumento de postos de trabalho… E tudo isso sem abrir mão da cultura deles. Ao entenderem que teriam melhorias mantendo seus costumes e tradições, pudemos seguir adiante.” Como resultado, moradores locais tiveram a vida transformada, saindo da miséria. Por meio de cursos de capacitação que os prepara para atender às demandas do turismo da região – e não apenas do MLP –, eles podem empregar-se. E daqui a alguns anos é esperado que pessoas nascidas e crescidas ali possam ter mais oportunidades de desenvolver-se profissionalmente dentro do setor do turismo.
A filosofia do Mountain Lodges of Peru é criar experiências inesquecíveis e autênticas para destinos remotos, proporcionando serviço excepcional, segurança e conforto. Com o adicional de saber que o empreendimento está fortemente comprometido com a sustentabilidade das regiões em que opera. O que se pode esperar ao visitar Salkantay e Lares são vivências ímpares.
Você vai se hospedar em lodges com restaurantes que servem pratos requintados e vinhos especiais, ficará acomodado com muito conforto, com direito a jacuzzi ao ar livre, SPA com massagens e serviço de alto nível. Ao mesmo tempo em que estará bem no meio da exuberante natureza andina; visitará sítios arqueológicos com acompanhamento superespecializado de moradores locais, capacitados pelo MLP para desempenhar a função de guias; e vai conhecer de perto a riqueza da autêntica cultura dos povos dos Andes. Sem dúvida, desvendar os tesouros da humanidade deixados pelos incas, desfrutar das belezas naturais e poder relaxar em charmosos lodges são atributos que já tornariam essa viagem maravilhosa. Acontece que no MLP você ainda terá acesso às culturas locais. E quando esse contato acontece é muito positivo. “Frequentemente, percebemos que existe uma troca bastante rica. Quem vem visitar encanta-se ao descobrir outro modo de vida. E quem mora ali entende cada vez mais o valor de manter suas tradições, porque percebe o quanto seus rituais, seus costumes e seu artesanato são valorizados por quem chega de outros lugares. O que se estabelece nessa troca, invariavelmente, é o respeito mútuo”, ressalta Enrique.

 

 

Quem leva
Auroraeco Viagens
Tel. (11) 3086-1731
www.auroraeco.com.br

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