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Transparência, agilidade e flexibilidade são algumas características dos mais de mil projetos do Sebrae pactuados na metodologia Gestão Estratégica Orientada para Resultados (Geor). Para auxiliar ainda mais na tomada de decisões relacionadas à Geor, foi criada em 2004 a ferramenta Sistema de Informação da Gestão Estratégica Orientada para Resultados (Sigeor). Trata-se de um ambiente de gestão e colaboração totalmente via web que agiliza e apóia as decisões estratégicas de cada projeto por meio do gerenciamento e monitoramento pelas instituições parceiras.
O Sigeor permite também que os beneficiários de cada projeto e a sociedade em geral acompanhem ações em desenvolvimento e resultados alcançados, o que contribui para a qualidade dos projetos. O sistema possibilita que parceiros, coordenadores nacionais, estaduais e regionais dos projetos, diretorias estaduais e do Sebrae Nacional monitorem o andamento da estruturação dos projetos, em âmbito estadual e nacional. No Sigeor estão cadastrados os chamados Projetos Finalísticos, nos quais o Sebrae atua diretamente com seu cliente, como produtores e empresários de Apicultura, Gastronomia, Turismo, e os projetos internos – Projetos de Conhecimento e Tecnologia, Articulação Institucional e Gestão Interna.
O sistema gerencia ainda a categoria de Projetos Parceiros, frutos de convênio. Cada entidade envolvida pode acompanhar, de forma contínua, o andamento das ações previstas no convênio e os gastos do valor firmado. O responsável pelo Sigeor no Sebrae Nacional, Murilo Terra, explica que um cidadão que queira saber sobre os Projetos Finalísticos desenvolvidos em seu estado também pode acessar o sistema no endereço www.sigeor.sebrae.com.br. Na página, basta clicar no ícone Visitante, localizado no lado esquerdo.
Ainda segundo Terra, outro aspecto positivo do Sigeor é que o gestor do projeto não tem de, necessariamente, ser funcionário do Sebrae. “Com o tempo, os projetos tomaram envergadura tão grande que alguns hoje são administrados pela própria governança. São gestores externos com acesso a uma ferramenta do Sebrae”, afirma.
Resultados práticos
Dos mais de mil projetos inseridos no sistema, 103 são do setor de turismo, sendo que 86 já estão sendo gerenciados pelo Sigeor e 17 estão em fase de estruturação. Ao todo são 2.016 ações do turismo gerenciadas por 86 gestores e 883 parceiros. Entre esses projetos de turismo, Terra destaca o Projeto Turismo de Petrópolis e Região, que tem como público-alvo micro e pequenos negócios da cadeia produtiva do turismo de Petrópolis, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto, com ênfase nos segmentos de hospedagem, alimentação, receptivo, artesanato, cultura e lazer.
O objetivo do projeto, que tem um aporte de recursos de pouco mais de R$ 14 milhões, é ampliar a captação de turistas de forma competitiva e sustentável e consolidar a imagem dessas cidades fluminenses como destinos turísticos nos mercado nacional e internacional. “Com a inserção do projeto na Geor e, conseqüentemente, no Sigeor, as ações passaram a ser desenvolvidas de forma mais transparente. Outro aspecto é que, antes, cada instituição tinha suas ações isoladas que eram discutidas no Conselho Municipal de Turismo. Agora, trabalhamos de forma conjunta”, explica a gestora do projeto no Sebrae em Niterói, Mirella Marchito Condé. Ela ressalta que, embora não tenha sido mensurado esse resultado no Sigeor, em uma década houve um salto de 40 para 100 estabelecimentos, entre hotéis e pousadas, na região. O projeto que terminaria no fim de 2007 foi prorrogado por mais um ano.
Outro projeto de turismo que está no Sigeor é o Arranjo Produtivo Local (APL) na Costa dos Corais, em Alagoas. Esse é um dos projetos aos cuidados de um gestor externo que não é funcionário do Sebrae. Quem está à frente dele é o consultor credenciado Luiz Fernando Strey. “Trabalhar com um projeto na Geor e no Sigeor torna o trabalho mais focado e objetivo”, afirma.
O APL tem por finalidade transformar o litoral norte de Alagoas em destino turístico consolidado. Na região, há concentração de dez pousadas – cada uma possui de 5 a 12 chalés. O artesanato também faz parte das atrações. Vários grupos produzem com a fibra da bananeira. Strey explica que todos os resultados previstos na Geor foram alcançados, exceto o aumento da média dos dias de permanência do turista em hotéis e pousadas de 1,5 para 3 dias até dezembro.
“Um dos fatores que complicaram esse resultado foi a crise aérea. Mas hoje a Costa dos Corais é tida e divulgada pelo Ministério do Turismo como roteiro referência. Esse resultado é muito válido”, comemora Strey. O projeto, previsto para acabar no fim de 2007, foi prorrogado por mais quatro anos, já que continua como um dos eixos prioritários do governo do estado.
Este publieditorial foi criado especialmente para a revista Host
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Projeto de Turismo de Petrópolis e Região: após a inserção no sistema, os municípios fluminenses agem em conjunto para ampliar a captação de turistas
Crédito: Márcio Pregal |
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