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Fim de ano é época de olhar para trás e fazer o tradicional balanço. O que conquistamos, o que não deu certo, o que podemos mudar, quais serão as apostas para o novo ano. Geralmente chegamos à conclusão de que o ano foi um ano bom, apesar de eventuais percalços. No turismo, essa análise não é diferente: 2007 foi um ano marcado por turbulências, mas também por grandes vitórias. A crise aérea foi pauta constante na grande imprensa, mas até ela teve um lado positivo. Além de ter sido importante para mostrar os pontos fracos do sistema brasileiro e apontar onde e como mudar, a crise fortaleceu o setor rodoviário e aqueceu os negócios de empreendimentos próximos aos grandes centros urbanos.
Ainda sem os balanços fechados, sabe-se que a previsão de crescimento do setor em 2007 é de 12,9%, mais que o dobro do aumento projetado para a economia nacional no ano (4,8%), segundo o Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, estudo desenvolvido pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (Ebape – FGV) em parceria com o Ministério do Turismo.
Esse número supera a estimativa do World Travel & Tourism Council (WTTC), o Conselho Mundial para Turismo e Viagens, formado por cerca de 100 dos principais empresários de turismo do mundo. No início do ano, a entidade previu crescimento de 7,2% no mercado turístico brasileiro em 2007 e, pela primeira vez, voltou os olhos com otimismo para o país. A recomendação do WTTC, entretanto, é que o Brasil derrube as barreiras estruturais que impedem a chegada de ainda mais turistas, trabalho que vem sendo feito pelo governo, organizações e setor privado. Aos poucos, é verdade, mas já se nota uma priorização da atividade nunca vista antes.
No mais, 2007 foi o ano do Pan no Brasil e da confirmação de que seremos o país da Copa do Mundo de Futebol de 2014. As duas competições ajudam a projetar a imagem do país e são ferramentas importantes para atrair o investimento privado. O ano também foi marcado por fatos como o fortalecimento das pequenas agências e a discussão sobre a cobrança de serviços, o crescimento do transporte ferroviário, a criação de políticas para baixar o custo das viagens para determinadas parcelas da população que ainda não usufruem da atividade e pelo crescimento das vendas pela internet, além da notícia de mais e mais empreendimentos incorporando ações de sustentabilidade em seus negócios. A palavra ganhou força, saiu do conceito e passou a ser parte importante do cotidiano das empresas.
As perspectivas para 2008 são bastante otimistas. Com a ajuda da FGV e do Sebrae, o Ministério do Turismo trabalha para definir bons níveis de competitividade nos 65 principais destinos turísticos nacionais e compor um padrão de medição dentre eles até janeiro de 2008. A articulação é fundamental para a tão debatida e esperada melhora na infra-estrutura turística e, conseqüentemente, contribui para o crescimento do setor. Se somarmos a isso a estabilidade econômica, o aumento dos investimentos estrangeiros e a queda dos juros, é possível vislumbrar um cenário favorável para o mercado nos próximos anos. Ainda não é um céu de brigadeiro, mas quem somos nós sem superar desafios? Eles nos fazem crescer e fortalecem ainda mais os nossos ideais. Feliz Natal e que 2008 traga muitas surpresas, realizações e melhoras para o setor e para todos nós. Um forte abraço.
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