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Observatório
Planejar para evitar imprevistos

Embora tenham ocorrido mudanças nos hábitos dos brasileiros nos últimos anos, muita gente ainda não percebeu as vantagens de planejar as férias e, dessa forma, ter uma viagem tranqüila e com o mínimo de imprevistos. Planejar é uma tendência que ganha força com o incremento da capacitação das agências de viagens modernamente posicionadas como consultorias.
Planejar com antecedência não significa apenas escolher o destino e pesquisar preços de pacotes. Esse é apenas o primeiro passo. Feito isso, o turista deve cercar-se de precauções para que a viagem dos sonhos não acabe se transformando em um pesadelo.

Da revisão do carro à pesquisa sobre a empresa de ônibus, ou meio de transporte do aeroporto até ao hotel, passando pelas características gastronômicas do local, até as condições climáticas no período da viagem. Tudo isso é importantíssimo para evitar surpresas desagradáveis. Imagine um turista desavisado que embarca para Bariloche, por exemplo, sem saber que nessa época do ano as temperaturas chegam a menos de zero grau? Tão desastrosa também pode ser a experiência daqueles que esquecem de conferir e de providenciar a documentação ou as vacinas indispensáveis para assegurar um desembarque seguro.

Muita gente pode achar que uma viagem sem surpresas pode ser chata. Concordo. Mas por que não evitar as surpresas desagradáveis, ou pelo menos as que são possíveis de prever? É preciso não confundir precaução com falta de emoção. Conhecer com antecedência o meio de transporte, a infra-estrutura do local, os serviços, as atrações, os passeios, os riscos e as oportunidades envolvidas só faz ampliar o prazer de viajar.

O agente de viagens não é apenas aquela figura atrás do balcão pronto para vender pacotes fechados e formatados por alguma operadora. Ele é quem está preparado para dar dicas de roteiros, hotéis, vôos, ônibus e tudo mais que possa agregar experiências de viagens que sejam de fato enriquecedoras. Explorar o destino turístico respaldado em informações qualificadas antes do embarque significa na prática receber mais por menos. O custo da desinformação pode significar até a deportação de um país. Nos países onde é vigente o tratado de Schengen (França, Alemanha, Grécia, Espanha, Itália, Portugal, Finlândia, Suécia, Noruega, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Islândia e Luxemburgo), por exemplo, todos os estrangeiros devem possuir um seguro-saúde e de repatriação no valor mínimo de 30 mil euros e que cubra todo o território. Quem não cumpre tal exigência corre o risco de ser deportado.

Observamos essa mudança de comportamento com o crescimento das pessoas que contratam os serviços de um cartão de assistência integral ao viajante, um item que demonstra planejamento e precaução nas viagens. De 2000 a 2006, o número de pessoas que viajaram protegidas pela Travel Ace subiu 400%, o que mostra que muita gente já conhece as vantagens de um bom planejamento e de viajar protegido.

Ao contrário do que imaginam os desinformados, os cartões de assistência não cobrem apenas assistência médica, mas oferecem uma infinidade de serviços para que as férias dos sonhos sejam exatamente isso, evitando que, no caso de algum imprevisto acontecer, este reflita no orçamento, entre muitas outras vantagens. Trata-se de um produto de fácil acesso e de excelente relação custo-benefício.

O planejamento garante a tranqüilidade necessária para que durante a viagem a única preocupação seja a diversão, no caso de viagens a lazer, ou foco no trabalho, em viagens de negócios. Um pequeno tempo investido na programação da viagem garante o bem-estar e a tranqüilidade. É necessário ter consciência de que se precaver é na verdade um benefício, não um gasto adicional. Viajar sem planejamento representa um risco desnecessário, causado muitas vezes pela desinformação, e que pode ser facilmente evitado.

Marcelo Fernández
Diretor-presidente da Travel Ace Assistance do Brasil

Foto:: Divulgação

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